16-4-2010
zeca
quero falar-te e o coraçao, de comovidoperde as palavras que juntara para ticantar-te sei e apenas isso faz sentidomenino de oirovem sentar-te aquipor todo o ano é tempo de cantar janeirasmulher da erva, ainda agora a vim pasarpor mar profundo, terra e todas as fronteirasvenham mais cincomil p'ra te saudarpode o sol morrer de velhopode o gelo arder tambemmas a voz que de ti nasceja nao morre com ninguemno céu cinzento, o astromudo ainda revelaum bater de asas, o disfarce do seu pébebem do sangue, comem tudo, olhai cautelao que faz faltajá se sabe o que éjunta-te a nós, ó bairro negro, vem, faluap'la noite fora até que se erga o sol do veraosolta as amarras, sopra, ó vento, continuaque este home naose foi embora, naopode o sol morrer de velhopode o selo arder tambemmas a voz que de ti nasceja nao morre com ninguemhélia correiapoeta e letrista portuguesatexto para josé afonso musicadopor janita salomé e cantadopor filipa pais no disco l'amar